San Pedro de Atacama é uma cidade bem simpática. As ruas são meio confusas e possuem pouca infraestrutura, mas cheia de vida. A Calle Caracoles, a principal da cidade, é fechada para pedestres e concentra bares, restaurantes, agências de turismo e lojinhas. Há pessoas de diversas nacionalidades, o que deixa o clima do lugar muito bom. Me lembrou a cidade de Bonito/MS e o vilarejo de Fernando de Noronha, típicas cidadezinhas localizadas ao redor de atrações turísticas que possuem uma vibe muito boa.
Nosso primeiro passeio foi no Vale da Lua. O lugar leva essa nome porque sua paisagem é muito parecida com a da Lua. Existe uma estrada dentro do Vale onde há algumas atrações. A entrada normal é CP$3mil ou CP$2mil para estudantes. A primeira atração é uma caverna e um cânion. É necessário levar lanterna (ou celular mesmo) para visitar a caverna. É um passeio bem divertido, leva em torno de meia hora. Tem algumas passagens estreitas, as vezes tem que se agachar pra passar, pular ou subir nas pedras. Nada impossível. O cânion achamos meio sem graça e cansativo. Leve bastante água e chapéu, pois a secura do deserto e a altitude dificultam as coisas. No caminho ainda passamos pelo Anfiteatro (um paredão avermelhado muito bonito) e pelas Três Marias, 3 grandes pedras juntas.
Atrás do Vale da Lua fica o Vale da Morte. O point é subir pela estrada que vai em direção a Calama e pegar uma trilha à esquerda que leva à famosa Pedra do Coiote. O formato dela lembra a cabeça de um coiote, por isso o nome. O lugar é o ponto alto para assistir o pôr-do-sol. Centenas de pessoas se aglomeram para o espetáculo. Apesar de o tempo estar nublado, tivemos sorte, pois o sol desceu bem na parte mais aberta do céu, proporcionando um visual belíssimo. Algumas pessoas vendem até bebida (inclusive alcoólica) e comida por ali. A dica é chegar cedo (fomos os primeiros!) pra pegar um bom lugar perto do penhasco. Logo que o sol desce, o pessoal vai embora, mas é aí que as cores do entardecer ficam ainda mais bonitas, pintando o vale e as nuvens de laranja. De qualquer forma, recomendamos não demorar porque não existe uma estrada demarcada para ir/voltar, então é bom não esperar escurecer. Você corre o risco de não achar o caminho e ficar por lá mesmo…
No dia 21, fizemos o passeio para os Geysers Del Tatio. (CP$5mil/R$20 normal, CP$2mil/R$9 estudante). Saímos às 5h da manhã, pois os geysers esquentam de manhã bem cedo. Leva em torno de uma hora e meia pra chegar. Estava muito frio, cerca de 5ºC, mas com sensação negativa. A visitação começa quando fica mais claro, perto das 7h. Vale a pena chegar cedo para pegar os Geysers borbulhando e o nascer do sol atrás do vulcão Licancabur. O local rende imagens lindas, ainda mais na hora do nascer do sol (se o céu não estiver muito encoberto). Quem tiver coragem pode tomar banho nas águas termais. Nós não tivemos 🙁
Na volta, já no meio da manhã, passamos por paisagens lindas com Licancabur ao fundo. Paramos na pequena vila de Machuca para comer o famoso espetinho de lhama. Tem gosto bom, lembra carne de vaca. Depois seguimos para as Termas de Puritama para tentar tomar banho nas águas quentes, já que o tempo estava melhor. Infelizmente achamos o preço muito caro (15mil pesos chilenos/R$65 por pessoa ou 9mil/R$40 depois das 14h). Resolvemos não ir. Mais tarde, um mineiro que conhecemos no hostel disse que não tinha nada de mais, eram apenas umas piscinas naturais quentes que não valiam o preço abusivo. Partiu Termas de Jurema.
Durante esse dias no Atacama, tentamos fazer o passeio de observação astronômica que parecia muito legal, ainda mais por minha irmã ter um grande interesse no assunto. Pro nosso azar, todos os tours já estavam lotados até a próxima semana. Dica: reserve com antecedência.
Nossa estadia no Atacama foi ótima e rendeu belas fotos. Próxima parada: Deserto de Siloli na Bolívia.























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