Início do retorno. Saímos de Cusco as 8h15 em direção a Puno. Passamos (infelizmente) por Juliaca de novo (apelidamos de Julinhaca). Cidade mais esculhambada que já vimos. Infraestrutura zero, caos por todo lado, ruas de terra muito esburacadas. Não tem como não passar pelo meio da cidade, pelo menos até encontrarmos a via circundante. Dessa vez tive que gravar um vídeo porque era algo bizarro. Juliaca tem mais de 200mil habitantes, não é pequena, mas a falta de infraestrutura nos assustou para uma cidade desse porte. Pelo menos passamos mais rápido desta vez.
Paramos para almoço no Hotel Taypikala, a beira do Lago Titicaca, logo depois de Puno. É um local lindo e tranquilo. O hotel é resort e spa, bom para passar uns 3 dias sem fazer nada. Não foi nosso caso. Almoço muito bom e com preço razoável pro local. Vale uma parada.
Novamente, fizemos a aduana em Desaguadero. Chegamos as 18h30. O lado peruano fecha as 19h30 e o boliviano as 20h30. Dessa vez foi mais tranquilo. Levamos 1h e pouco. Seguimos em direção a La Paz e chegamos em El Alto (cidade satélite de La Paz) próximo das 22h. Depois de andar sem rumo pelas confusas ruas da cidade, tentando achar algum hotel decente, um taxista resolveu nos ajudar (cobrando, é claro). Acabamos parando no Hotel Espetacular, simples e espetacular só no nome mesmo… O quarto era confortável, mas o café da manhã era péssimo. Saímos cedo.
A estrada entre La Paz/El Alto e Oruro é toda duplicada (a única que pegamos assim na Bolívia). O engraçado mesmo é que as principais estradas bolivianas são boas, novas, asfaltadas, mas ao chegar em alguma cidade média ou grande, o cenário muda. O asfalto some e entra o caos, ruas não pavimentadas, gente dirigindo de qualquer jeito, gente atravessando no meio dos carros… A muvuca é generalizada. Tenha muita paciência e cuidado.

Depois de uma parada para almoço em Oruro, seguimos para três possíveis destinos: Potosí, Tarija ou Tupiza. Tudo dependeria do horário e da condição das estradas. Potosí era a mais próxima, seria melhor porque pararíamos num hotel mais cedo para descansar. Entretanto, talvez fosse melhor ir mais longe para ganhar tempo e ficar próximo da fronteira, indo por Tupiza ou Tarija. No meio do caminho, um pouco antes de Potosí, pegamos um trecho com neve. Engraçado que era apenas em um trecho que havia nevado. Passando esse trecho, a pista estava seca.
Como já era fim de tarde, decidimos parar em Potosí e conseguimos ficar no mesmo hotel de antes, o Cima Argentum. O plano para o dia seguinte, então, seria decidir entre passar por Tupiza ou Tarija, fazendo a fronteira com a Argentina em Villazón / La Quiaca.








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