A Saída de La Paz demorou mais de uma hora. É preciso fazer muitas voltas pra sair do centro da cidade, além de uma boa subida até El Alto. Nosso destino final era Ollantaytambo, no Peru, cidade do Vale Sagrado, cerca de 80 km além de Cusco e 700 km de La Paz. Fizemos a aduana em Desaguadero, local muito precário. Chegamos bem na hora que todo mundo chega e acabamos demorando 3h, pois a Aduana não é integrada, ou seja, primeiro faz a saída da Bolívia e depois passa a fronteira e entra na fila novamente para fazer a entrada no Perú.
Como não tínhamos o seguro de acidentes contra terceiros (o oficial disse que serviria a Carta Verde que fizemos somente para a Argentina), perdemos tempo também, pois foi providenciado um documento para podermos circular pelo país e nos comprometemos a passar em Puno e comprar o seguro SOAT. Dica: tanto no lado da Bolívia como no peruano, existem vários hotéis simples, caso seja necessário passar uma noite, mas não encontramos nenhum ‘site’ tipo Booking.com para reservas. Os do lado peruano são melhores.
Seguimos em direção a Puno, costeando o mítico lago Titicaca e suas belas paisagens. Chegando lá, achamos um local bem no centro que vendia o tal do SOAT por 50 soles, válido por 15 dias. Este valor, pelo que percebi, é negociável. Estava chovendo muito, era hora do rush e as ruas estreitas da cidade estavam um caos. Perdemos mais 1h.
Depois de Puno, a cerca de 40 km está a cidade de Juliaca e o GPS nos mandou passar pelo centro, uma cidade com trânsito caótico, ruas não pavimentadas, esburacadas e mal mapeadas. Há uma rodovia circundante muito mal conservada que passa por fora da cidade, mas quando percebemos a burrada, já era tarde demais. Estávamos no centro da cidade, na hora do rush. Perdemos um bom tempo, mais de 1h tentando sair desse labirinto. Ainda para nosso azar, logo depois de Juliaca começou a chover e anoitecer.
A estrada que seguimos era cheia de quebra-molas, pois passa por muitas pequenas zonas urbanas. Não pudemos desenvolver muito e ainda com chuva e escuro. Muitas curvas, subidas e descidas. Nem pudemos aproveitar as paisagens, que só curtimos 15 dias depois em nosso retorno. Saldo da brincadeira: chegamos em Ollantaytambo as 00h30, depois de quase 16 horas na estrada. Meu pai tava muito cansado, diz que ficou mais estressado que no deserto da Bolívia. Mas não acaba por aí: no dia seguinte (ou melhor, no mesmo dia pois passava da meia noite) tínhamos que visitar Machu Picchu, pegando o trem das 6h40min, pois já tínhamos comprado os ingressos. Partiu Red Bull.









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