Pegamos o trem da Inca Rail as 6h40min (U$58 por pessoa somente a ida; são mais U$58 para a volta). Quase perdemos o trem, chegamos com 5min de atraso, pois dormimos somente umas 4h depois da cansativa viagem desde La Paz. O trajeto é tranquilo e muito bonito, leva cerca de 1h30. Fomos num vagão executivo com direito a lanchinho e bebidas. Escolhemos sair de Ollantaytambo pois leva menos tempo para chegar em Machu Picchu. Saindo de Cusco são mais de 3 horas.
A chegada é em Águas Calientes, vilarejo no meio de montanhas que é a porta de entrada para Machu Picchu. Muitas lojinhas e restaurantes, um lugar bem simpático. Dali se pega um ônibus (U$19 por pessoa, ida e volta) para subir. É possível ir a pé também, através de uma trilha, mas não é fácil… A subida é íngreme e a altitude não ajuda. Como se nota, chegar em Machu Picchu não é nem um pouco barato. Tem o trecho de trem, o de ônibus e mais a entrada. Aí se vão no mínimo U$250. Esteja preparado.
Na entrada do sítio contratamos uma guia por U$40. Achamos muito útil e necessário, pois não teríamos ninguém para nos contar os fatos interessantes e nos levar nos lugares mais significativos. Ela foi ótima, muito prestativa e tirou fotos nossas. Novamente, não posso descrever Machu Picchu com palavras, então fotos!
Quando compramos o ingresso para Machu Picchu, eu e meu pai decidimos subir Huaynapicchu, a montanha mais alta que vemos na clássica foto de Machu Picchu. Paga-se U$9 a mais e só é possível subir entre 8h e 11h. A trilha dura aproximadamente 3h. A subida é bastante perigosa, não há proteção nem ninguém para ajudar. Nos trechos mais íngremes há cordas para facilitar o trabalho. A altitude só piora as coisas, fazendo o fôlego se perder muito rápido.
Minha mãe e minha irmã seguiram passeando enquanto eu e meu pai fomos subir a trilha as 11h. A vista é incrível. É possível ver Machu Picchu de um ângulo bastante diferente. Havia pessoas de diversas nacionalidades e idades na trilha. Quando faltavam mais ou menos uns 15min pra chegar no topo, meu pai desistiu. Ele estava muito cansado. Além do peso e da idade, dormimos pouco na noite anterior.
Segui sozinho então para honrar a família kkkk. Pra minha tristeza, as nuvens haviam coberto a vista do mirante. Descansei um pouco ali. Me arrependi de ter deixado a água com meu pai… Tava fazendo falta. Também estava morrendo de fome, mas não tinha nada pra comer, as bolachas ficaram com minha mãe…
Passando o mirante tem uma caverna estreita que leva a mais uma subida. Depois dessa, desisti de subir. O cansaço era grande e a vista não ia mudar muito. Voltei pro mirante e as nuvens tinham ido embora! Aproveitei pra tirar as fotos hehehe 🙂
A descida é mais rápida, obviamente, mas não menos cansativa ou perigosa. Os joelhos doem por causa do impacto. Pegamos o ônibus de volta a Águas Calientes para almoçar por volta das 14h30. Nosso trem só saía as 16h, então tivemos tempo de olhar as lojinhas de artesanato. Dessa vez voltamos no vagão econômico, mas meu pai diz que pagou o mesmo valor do executivo… Pelo menos tinham drinks andinos incluídos!
Dicas:
- Compre os ingressos com antecedência para garantir a entrada. Em Águas Calientes eles são vendidos, mas lá em cima na entrada do parque, não;
- Lá em cima, no sítio arqueológico, não tem banheiro nem nada para comer. Leve água e algo para beliscar. É possível sair do sítio e reentrar caso necessite ir ao banheiro (antes da entrada tem um hotel, restaurante e banheiros);
- Deixe para almoçar em algum dos muitos restaurantes em Águas Calientes. São ótimos, mas um pouco caros.

































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