Depois do passeio pelo salar, pegamos nossa Ecosport no mecânico para seguir viagem até Potosí, a cerca de 150 km. Aparentemente, o problema com os amortecedores foi solucionado. Naquelas né…
A estrada era bastante sinuosa, contornando diversos morros, mas a melhor que andamos em toda viagem. A luz do entardecer refletia nas nuvens e deixava a paisagem ainda mais bonita. Nossa trilha sonora foi um CD de música boliviana que combinou muito com o momento. Aliás, as músicas eram ótimas!

Chegamos em Potosí já de noite e fomos direto para o hotel. A cidade é a capital do estado de mesmo nome e fica encravada entre montanhas a mais ou menos 3800m de altura. Potosí parece uma grande favela vista de cima. Prédios inacabados, pouca vegetação. Seria uma cidade linda se fosse mais organizada, pois a localização é bonita. Além disso, a cidade é um labirinto. Mesmo com GPS foi difícil achar o hotel. E eu que achava Porto Alegre bagunçada…
Até agora esse foi o melhor hotel da viagem (Hotel Cima Argentum) e, pasmem vocês, mais barato do que aquele hotel caro e ruinzinho de Uyuni. Por sinal, o time Nacional Potosí estava hospedado no hotel, fazendo concentração para um jogo na noite posterior. O café da manhã era bom e a equipe muito atenciosa.
Seguimos viagem para La Paz. Novamente nos perdemos no labirinto de ruas estreitas e íngremes de Potosi. A Rua Lucas de Oliveira ficou no chinelo (porto-alegrenses entenderão). Na estrada entre Potosi e Oruro, ao parar num pedágio, fomos “atacados” por crianças tentando nos vender comidas e bebidas. Atacados mesmo, alguns batiam no vidro do carro, quase jogavam as coisas pra dentro pelo vidro do motorista. Foi um momento bem chato ver aquelas crianças desesperadas pedindo dinheiro ou qualquer coisa. Uma dica é levar balas, bombons, bolachas para dar a estas crianças. É uma pena a Bolívia ser um país tão lindo, mas ao mesmo tempo ainda com muitos problemas sociais.
Ao chegar em La Paz, nos deparamos com uma cidade muito interessante. Ela fica localizada entre montanhas, seguindo a mesma lógica de outras cidades bolivianas com prédios baixos e inacabados. Apenas o centro da cidade tinha mais estrutura e prédios maiores. La Paz tem muitos níveis, ladeiras, viadutos, formando uma paisagem urbana bastante diferente. O GPS nos mandou pelo “suposto” caminho mais curto, mas acabamos por passar por ruelas da periferia, ladeiras muito íngremes e muitas voltas. Nosso hotel ficava localizado no centro que era numa área mais plana e baixa, sendo que chegamos pela parte mais alta, justamente onde fica o Aeroporto, chamado de El Alto.
Na verdade, agora podemos considerar o aparthotel Camino Real, que ficamos em La Paz, o melhor hotel da viagem! Um apartamento enorme com sala, cozinha, dois quartos e dois banheiros no nono andar no centro da cidade, mas o mais caro também. Infelizmente, chegamos meio tarde, então não deu tempo de caminhar pelo bairro, nem mesmo pelo centro histórico e o mercado das brujas. Foi nosso descanso merecido, pois o dia seguinte seria (novamente) puxado…









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