Ao chegar em Uyuni, levamos o carro numa oficina que nos indicaram. O mecânico cobrou 1000 bolivianos pelas peças novas (não originais, pois não existe Ford por lá) mais 600 pelo serviço. Depois, quando fomos pegar, ainda cobrou mais 200. Em reais isso daria em torno de R$750. Não tínhamos escolha. Deixamos o carro lá, já que pegaríamos uma excursão até o salar no dia seguinte. Nessa rápida passada pela cidade, pudemos constatar que a cidade deixa muito a desejar. Infraestrutura muito precária, ruas de terra, esburacadas, muito lixo no chão e pobreza. Difícil de acreditar que um local tão belo como o salar estava ali perto. Por ser um local famoso internacionalmente, a cidade poderia ser mais estruturada. Os melhores hotéis, os de sal, ficam em Colchani, cerca de 30 km adiante.
Na manhã seguinte, pegamos uma excursão para o Salar de Uyuni. O preço foi U$23 por pessoa, incluindo almoço. Achamos bem razoável. Estávamos acompanhados de um simpático jovem colombiano que mora na Dinamarca e uma mãe e filha italianas de Florença. A primeira parada foi no Cemitério de Trens. É um local bem legal para fotos. É possível subir nos trens (com cuidado) e até mesmo entrar em alguns. A parada foi rápida, cerca de meia hora.
Seguimos para entrar no salar numa parte meio sem graça… Confesso que estava achando o salar argentino mais bonito nesse momento, mas não sabia o que estava por vir. Mais para dentro, o sal forma octógonos no chão, muito bonito. Tivemos um almoço inusitado no meio da imensidão branca, uma comida caseira bem boa. Vimos a tempestade se aproximando em nossa direção, então seguimos para outra área do salar. 
O salar é famoso por possibilitar fotos divertidas usando as distâncias e a constância da paisagem.
Mas o melhor ficou para o final. Como de janeiro a março é época de chuva, a água acumulada na superfície do salar forma paisagens surreais. O reflexo do céu e das pessoas forma uma das visões mais intrigantes que eu já vi. O chão se transforma num espelho gigante, as vezes perdendo a linha do horizonte e fazendo com que o céu e a terra sejam um só. É difícil de explicar por palavras, por isso, apreciem a galeria de fotos 😉 Dica: se pretende ir ao Salar, procure ir na época das chuvas, senão vão ver somente uma imensidão de sal branco e a visão mais bonita é realmente do espelho d’água.

















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